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Novidade!

Reflexões de sabedoria que deixam uma marca.

É difícil explicar para quem já cresceu com tudo na mão, o real valor de todas as coisas da vida. Há pessoas que não conseguem valorizar coisas como amizade, fidelidade, humildade, respeito e educação nas suas vidas. Não existe tempo certo, errado, cedo ou tarde demais, vai acontecer no seu tempo e não por acaso. A vida e o tempo têm jeitos próprios para ensinar cada pessoa o que ela precisa na própria vida, não sofra por antecedência. Seja reservado. Nem todo mundo quer o melhor para você. Infelizmente muitas pessoas são invejosas, negativas e ainda outras são indiferentes sobre a sua vida quando não precisam mais de você. Talvez você não seja tudo o que gostaria, mas sempre seja tudo o que você acredita. O seu corpo e as suas ideias podem não seguir o padrão do grupo, mas se você está bem e em paz consigo mesmo é tudo o que importa. Se você consegue vencer e superar a si mesmo, você não perde para mais ninguém nessa vida. A maior força que uma pessoa pode conquista...


Porque o preconceito não pode vencer.


A história da humanidade está marcada pelo preconceito. É algo quase estrutural em nossa sociedade desde a mais inocente piada ao assassinato dito ao longo desse texto. É algo tão impregnado que se justifica pelas estatísticas: morte diária de LGBT, mulheres e negros que ganham menos no mercado de trabalho e por aí vai. O racismo deixou uma vítima recentemente aqui no Brasil, o João Alberto Silveira Freitas, morto por espancamento em Porto Alegre, mais informações podem ser vistas numa rápida pesquisa pela internet.


Com notícias como essa fica claro que estamos longe de aceitar a diferença do outro de forma acolhedora e respeitosa. Há sempre um impeditivo ao respeito, muitas vezes justificada na religião, no medo do desconhecido e na "pseudo" intelectualidade, talvez a pior de todas justificativas. Humanos se empoderam de razões injustificáveis para se fazer dizer e então entramos num paradoxo quase (quase mesmo) infinito: se devemos respeitar e aceitar à todos os diferentes, isso incluí o preconceituoso? A resposta é óbvia: não.


Ao mesmo tempo que parece tão simples, isso se torna muito complexo para alguns: se o outro está se sentindo ofendido e eu não, a verdade desse outro deve se sobressair ao julgamento contextual. Ou seja, se o ato não me ofende e nem parece ofensor, mas alguém se ofende, esse ato precisa ser analisado pelo ponto de vista desse alguém ofendido para então se conceituar um preconceito. Usar da famosa empatia em outras palavras. Aqui geralmente surge o tal "mimimi" que muitos tradicionalistas saudosos de uma sociedade que nunca existiu (o tal do: "no meu tempo não era assim!"), insistem em promover.


É triste perceber que muitos negros se acostumaram de tal forma com o preconceito para sobreviver que até dá vergonha de ser branco e nada fazer a respeito. Precisamos falar sobre o tema, educar e promover inclusão. A inclusão começa com conhecimento, com o perguntar e aprender, desde a época da escravidão, segregação racial até a nossa construção linguística ("Judiar"; "Criado Mudo", "Pé Rapado", e por aí vai). O conhecimento elimina com duas das possibilidades citadas: a "pseudo" intelectualidade e o medo do desconhecido. Só restaria a religião, mas para isso não há saída, então oremos para que o Deus eleve os religiosos ao princípio da religiosidade: fé e amor ao próximo.

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